O papel da ciência no século XXI

quinta-feira, 7 de maio de 2009 às 16:43

Não é de hoje que os avanços científicos sofrem preconceitos. Seja pelos bloqueios em pesquisas com células tronco, ou pelo medo de avanços como o LHC, a sociedade muitas vezes mostra-se delimitadora e cruel com a liberdade dos avanços das ciências. Mas isso é saudável? Será que tais atitudes são reflexo da recente desimportância que a Ciência sofre gradualmente?

Tentar bloquear ações de benefícios incalculáveis para a humanidade não é, nem nunca foi, algo saudável. Toda o racionalismo que nos torna humanos agora é infiltrado por pensamentos sem nenhuma base evidencial, ora por benefícios de grupos, ora por tentar contrariar movimentos que só trariam o bem para as nossas vidas.

Tomar uma opinião de visão religiosa/supersticiosa, é algo completamente admissível pela sociedade e aparado pela constituição. Agora, fazer com que crenças individuais invadam um círcuclo muito maior, causando perdas é negativo para todos nós, e errado. Não há nenhuma base evidencial que impeça a pesquisa em células tronco, por exemplo. O que há, é um medo supersticioso e irracional que acaba impedindo e tirando a oportunidade de uma vida melhor das mãos de milhares, senão milhões de pessoas.

Saber avaliar o que é melhor para todos, vai muito além de convicções individuais. É saber pensar que para cada decisão que nós tomamos há uma consequência muito maior, e que pode impedir a felicidade de muitas pessoas. Ou seja, impedir o avanço da humanidade como um todo, não é só burrice, é suicídio. E não um suicídio do tipo que nós vemos no jornal todo dia, mas um suícidio intelectual e um desperdício da nossa capacidade racional, aquela que nos diferencia de nossos parentes não tão distantes, os outros primatas.

Escrito por: jpmna




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