Ceticismo (Post Especial 2)

sexta-feira, 15 de maio de 2009 às 20:01

O que é ceticismo?
Para entender melhor, o cético é aquele que está sempre em busca da verdade. Mas afirmando que nunca se pode ter certeza de tudo. Mas como? Onde isso começou? Porque ceticismo, é melhor que dogmatismo e a crença em uma verdade absoluta? 475px-Question_mark
As primeiras idéias sobre ceticismo nasceram na Grécia antiga, por Pirro de Élis e mais tarde foram aprimoradas e lapidadas por outros pensadores gregos. Essa primeira noção de ceticismo, foi considerada ceticismo clássico e caracterizava-se por negar a real existência de conhecimento, em contrário ao dogmatismo, que busca enontrar uma verdade absoluta e imutável.
O termo “cético” utilizado atualmente, refere-se ao ceticismo científico. Utiliza o método científico e o pensamento crítico para determinar a validade de uma idéia. Ou seja, é uma constante comprovação e reprovação de idéias, que guiará para o que é mais provável de ser “verdade”. Mas a utilização da palavra verdade pelo cético é de caráter prático. Ou seja, não posso provar com certeza absoluta que o computador em que escrevo existe, mas o número de evidências que sustenta essa afirmação o torna mais provável de ser verdade. Eu utilizo a palavra verdade numa função prática, e completamente aceitável, mas em questão filosófica não posso afirmar com certeza. Primeiro, porque o que define algo como verdadeiro é a quantidade e qualidade das evidências que o sustentam, logo, eu posso afirmar que esse computador existe, de uma forma prática e completamente evidencial, mas não estou ao mesmo tempo afirmando que ele existe pois preciso deixar, uma possibilidade de estar errado. E isso é o que difere o pensamento científico do dogmático, ou seja, a possibilidade de uma afirmação anterior ser refutada através de novas evidências.

O que isso significa para mim e porque é tão importante?
Bom, provavelmente, se não existisse o ceticismo científico, você estaria provavelmente estaria em sérios problemas. Do teste de remédios, ao que é ensinado nas aulas de ciências, o ceticismo age como fator importante. Antes de afirmar algo em ciência, precisamos demonstrá-lo e sustentá-lo através de evidência. E é nessa margem de dúvida que o ceticismo tem seu lugar, como um juiz em uma partida diferente, que dará vitória ao time com mais evidências e demonstrações comprovadas. Mas ao contrário de um título de futebol, o ceticismo não dá um troféu que dura para sempre. Esse troféu, é algo sujeito a mudança de mão, aceitando a idéia de que um novo time possa entrar em jogo com um número de evidências e comprovações mais fortes. É assim que a ciência fuinciona, e por isso ela é util e pode demonstrar e comprovar tudo que acontece ao nosso redor.
O ceticismo, como dito anteriormente, abrange uma vasta quantidade de áreas. Desde pé-grande, pseudocîências, existência de seres sobrenaturais (fantasmas, deuses, anjos), afirmação de poderes psíquicos/mediúnicos, extraterrestres que vieram à terra, UFO’s, astrologia, criacinismo/design inteligente, até teorias conspiratórias. A maioria desses assuntos se provou falho/insustentável pelo método cietífico diversas vezes. Mas isso não quer dizer que eles não estejam abertos para observação, ou seja, o verdadeiro cético está sempre proposto a observar novas evidências e admitir a possibilidade de elas estarem verdadeiras.

E quanto à religião?
Ceticismo religioso está relacionado à fé religiosa. Mais especificamente, foca-se na existência de seres divinos ou existência de milagres. A avaliação cética sobre esse assunto, geralmente mostra improvável a existência dos mesmos, pois não há número suficiente de evidências que os torne reais, ou observáveis. Isso torna a crença em algo não –factual, ou não baseado em evidências, fé. É o que difere um possível deus, um fantasma ou um pé grande da lei da gravidade, ou da teoria evolutiva. Portanto, fé pode referir-se desde a crença em deuses até a crença no pé grande, ou seja, algo baseado em fé.

Mas teoria não é algo que precisa de fé para se sustentar?
Não, não é. Quando a maioria das pessoas pensa na ordem de importância na ciência, pensa dessa maneira:
menos importante < hipótese < teoria < fato < lei
O que é um desentendimento. Já o que é correto?
fato < lei < hipótese < teoria
Teoria é o mais alto “grau” da ciência. Fatos, ocorrem por todo universo, e podem ser comprovados, e catalogados. A partir disso, uma lei pode surgir, explicando um número de fatos que ocorrem repetidas vezes e podem ser demonstrados repetidamente, como a lei da gravidade, por exemplo. Uma hipótese junta leis e/ou fatos, que formam uma primeira idéia de como algo funciona. E a partir disso, forma-se uma teoria, que “cola” tudo isso e demonstra de maneira científica (como a teoria da evolução, de Darwin). Logo acreditar em uma teoria, ou mesmo fato, evidência, não remonta a fé, pois é justamente o contrário de acreditar em algo somente por acreditar, sem nenhuma base evidencial.

Então, há mais textos por vir?
Essa área do blog, abordará tudo sobre ceticismo, por isso foi importante, dar uma introdução sobre o que é. Portanto prepare-se. Nas próximas semanas… óvnis cairão na área 51 novamente, e mostrarei, como se tornar um médium. Até lá ;).

Texto escrito por jpmna.

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George Carlin (Grandes Mentes 2)

às 17:36

Esse cara não precisa de introdução. Um dos maiores comediantes de stand-up de todos os tempos, Obit-George-Carlin_Corm-725320George, foi sem dúvida, uma pessoa especial. Porque além de nos fazer rir, ele nos colocava para pensar sobre várias coisas. Conhecido pelo seu humor negro, seus principais atos caracterizavam-se por abordar vários assuntos polêmicos, como política, religião, e tabus comuns na sociedade. Durante os anos setenta, protagonizou o show de TV “Sete Palavras que não se pode dizer em Televisão”, que gerou polêmica para a época. Mas foi nos palcos que ele mais brilhou. Foi eleito pela mídia especializada como 2º melhor comediante de stand-up da história. Ao longo de sua carreira filmou 14 especiais de stand-up para a gigante HBO. Seu último, “It’s bad for ya”, foi filmado cerca de quatro meses antes de sua morte. Seus álbums de comédia o renderam cinco Grammys. Sem dúvida George Carlin, foi uma mente que deixou um legado de alegria, conscientização e crítica. Faleceu aos 71 anos, em 22 de junho de 2008, vítima de uma parada cardíaca. Ateu, George acreditava que não iria para lugar algum após morrer. Mas com certeza, esse jovem de 71 anos marcou história, e para sempre será lembrado pelo sua forma ácida e alegre, de nos fazer pensar sobre o mundo ao nosso redor. Thank you, George.

(A maioria dos vídeos legendados do George no YouTube, tem o áudio bloqueado/retirado em questão de, diz o YouTube, direitos autorais. Selecionei um legendado, com boa qualidade, mas os melhores vídeos do George, sobre religião, foram postados com links duplos, um com o vídeo legendado, e outro com o áudio original em inglês. Portanto, para assistir, deixe mudo e assista o legendado e deixe rodar o áudio do em inglês. Enjoy.)

George Carlin – Religião é besteira
Link em português, com áudio retirado pelo YouTube.
Link em inglês, com áudio original.

George Carlin – 10 Mandamentos
Link em português, com áudio retirado pelo YouTube.
Link em inglês, com áudio original.

Para saber mais sobre George Carlin, acesse:
Página da Wikipedia, em inglês.
Página da Wikipedia, em Português.
Site Oficial.

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TED

terça-feira, 12 de maio de 2009 às 19:18

O site TED.com exibe uma fantástica coleção de vídeos, apresentações com personalidades como Bill Gates, Al Gore, Richard Dawkins, JJ Abrams. Todo ano é feita uma gigante  conferência nos EUA, e esses vídeos são gravados e arquivados, para depois serem distribuídos na Internet. Para mim esse site está entre os 10 maiores sites da Internet, não em banda, mas em conteúdo de qualidade.

Alguns vídeos do site possuem legendas, enquanto outros não. Mas vale a pena assistir já que a maioria é de fácil entendimento, e muita informação. Confira:

Site oficial do TED.

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The Atheist Experience

às 19:00

 

The Atheist Experience é um programa semanal de TV, vinculado pela comunidade atéia de Austin, no estado do Texas, EUA. Transmitido apenas para a área local, o programa virou um sucesso na Internet, graças a vídeos de pequenos trechos no YouTube, que já tem até algumas versões legendadas  em português. O programa nos Estados Unidos é de uma hora e meia, e pode ser assistido ao vivo pelo UStream domingo, às 8:30 da noite horário de Brasília. O programa é feito por vários apresentadores que mudam cada final de semana, mas um que merece destaque é Matt Dillahunty, cristão fundamentalista image_5218400durante mais de 20 anos, que hoje é um mestre da argumentação, e tem conhecimento em várias áreas.

Mesmo que você não seja ateu, vale a pena assistir o programa, pois a pauta cada semana é sobre um assunto diferente e interessante. E por ter audiência da área de maior índice de cristãos fundamentalistas no EUA, o programa tam´bém tem um tom de humor. Confira, The Atheist Experience.

 

Assista mais vídeos de The Atheist Experience legendados no YouTube.

Site Oficial do Programa.

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Gizmodo Brasil: O Universo é realmente gigante

às 18:39

Em outubro, a NASA descobriu que o universo estava inexplicavelmente se deslocando em direção a algo, digamos, estupidamente enorme. Eles chamaram o fenômeno de “fluxo negro” e é apenas um exemplo de tudo impressionante, assustador e inexplicável que espera a humanidade no espaço.

Fluxo Negro. Ou então: a Grande Piada Cósmica do Universo
Como um tipo de gigantesco assento sanitário cósmico, a multidão de galáxias que habitam o universo conhecido está inexplicavelmente rumando para um minúsculo plano de 20 graus do espaço profundo. Ou pelo menos é o que o astrofísico Alexander Kashlinsky descobriu em um estudo incrivelmente controverso publicado em outubro de 2008. Em um idioma compreensível para nós leigos, o estudo sugere que lá longe no cosmos – depois de Tatooine e os Ewoks idióticos e as curvas da Caprica Six – há um naco de matéria tão além da nossa compreensão que de fato está atraindo o universo observável para ele a uma velocidade de 600 km/s.

Mas é neste termo “universo observável” onde se esconde o problema. Não conseguimos (e nunca conseguimos) “enxergar” como esta massa de matéria teorizada se parece. O que é ruim, já que a teoria do fluxo negro indica que esta massa – ou superestrutura – poderia ser qualquer coisa entre um outro universo a um reino de fantasia extravagante cujas leis da Física, forças e o espaço-tempo deformado estão completamente além de qualquer um de nós. Unicórnios, carros voadores, cães e gatos vivendo em harmonia, solte a sua imaginação e isto poderia ser verdade, já que nunca, absolutamente nunca conseguiremos ir pra lá.

E mesmo que todo este auê sobre o “universo observável” signifique que uma das maiores descobertas de todos os tempos nunca será observada pelo olho nu da humanidade, isto não significa que os cientistas estão impedidos de teorizar quanto quiserem sobre o há logo além do horizonte cósmico. De fato, Kashlinsky pretende continuar pesquisando o fenômeno usando dados do projeto WMAP (Sonda Anisotrópica de Microondas Wilkinson), que já tem 5 anos de idade. Lançada em junho de 2001, a WMAP tem sido um programa “formidavelmente bem-sucedido”, responsável por produzir um novo Modelo Padrão de Cosmologia, diz a NASA (nota do editor: as 10 principais descobertas da WMAP estão exibidas no site da NASA – J.L.).

O Sinal WOW! Ou então: Putamerda, Alienígenas estão Chamando!
Antes da Jodie Foster implorar para que a humanidade enviasse poetas para documentar os residentes de Vega, havia um sinal de verdade dos céus que tem sido, até hoje, uma das provas mais fortes de que não estamos sós.

Chamado de sinal WOW!, este toque de 72 segundos foi detectado pelo Dr. Jerry R. Ehman no dia 15 de agosto de 1977. Como o sinal desconhecido se encaixava exatamente nos parâmetros de como poderia vir a soar um sinal espacial, o maravilhado Ehman anotou “Wow!” ao ouvi-lo pela primeira vez. Eu também gosto de imaginar que na verdade ele de forma cartunesca caiu pra trás da cadeira e derramou café por todo o terminal quando isto ocorreu, mas isso é só loucura minha.

Uma das maiores provas que sustentam a teoria do Wow! ter origem extraterrestre – e não ser apenas um sinal aleatório da terra que quicou em algum satélite – foi a duração de 72 segundos. Assim como no caso do filme Contato, com suas 18 horas de estática gravada, é possível ler mais pela duração da transmissão do que pelo próprio sinal. De fato, em um estudo publicado no 20º ano do WOW!, Ehman explorou especulações e teorias adicionais com relação à duração do sinal:

“Existe ainda outro fator para levarmos em consideração. O sinal pode na verdade estar lá há anos (ou milênios, que seja) antes de ser detectado pelo seguinte motivo: logo antes da aquisição de dados e da análise (ou seja, a “corrida”) terem início, a declinação do telescópio foi alterada. Nos dias (e anos) anteriores a 15 de agosto de 1977, o rádio-telescópio não estava apontado com a declinação de onde o Wow! foi visto; assim, não teríamos como detectar este sinal. Devo observar que durante a Busca Celeste Ohio muitos anos antes, nós de fato percorremos a mesma declinação que havíamos feito quando o sinal Wow! foi descoberto. No entanto, nós usáramos um receptor de banda larga (banda de 8MHz). Um sinal em banda curta sobre um de larga teria sua intensidade reduzida a tal ponto que ficaria abafado no ruído. Assim, mesmo que o Wow! estivesse presente naquela época, nós não o teríamos visto”.

E aí, será que foram alienígenas? Se sairmos deste rochedo e rumarmos para as estrelas, será que um encontraremos a fonte deste sinal misterioso? Quem sabe, já que tentativas subsequentes feitas nos últimos 20 anos para localizar o sinal Wow!, ou algum outro como ele, falharam. Mesmo quando sistemas mais potentes foram implementados, como o Very Large Array no estado de Novo México (adorado por Hollywood), os resultados foram todos iguais: o mais absoluto silêncio.

No entanto, se você gosta de pensar positivamente, a ideia de que isto era alguma espécie de último feixe potente de radiação de uma raça alienígena moribunda não é implausível. Conforme detalhado pelo autor e astrônomo David Darling, o sinal Wow! pode ter sido gerado por uma civilização alienígena com acesso a uma antena transmissora como o nosso rádio-telescópio Arecibo. Eles também precisariam de um transmissor de 2,2 GW – extremamente potente, mas plausível para humanos (e definitivamente plausível se a sua raça está, digamos, prestes a ser extinta).

Misterioso BOOM da NASA. Ou então: Algo no Espaço está Gritando
Ao contrário do que o pôster do filme Alien, o 8º Passageiro (o original) pode ter levado você a acreditar, em algum lugar do universo algo está gritando – e nós podemos “ouvir”.

Nas palavras de Alan Kogut do Centro Espacial Goddard, “O universo de fato nos deu um baile. Em vez do sinal quase indistinto que esperávamos encontrar, eis que nos deparamos com este ‘ruído’ explosivo seis vezes mais intenso do que qualquer um havia previsto”.

Logicamente, não há som no espaço. O que o sistema ARCADE da NASA recebeu na verdade era um fundo de rádio cósmico ensurdecedor e a fonte por enquanto é completamente desconhecida. Normalmente, rádio-telescópios captam ruído eletromagnético em 10MHz e 100MHz, vindo do que conhecemos como “rádio-galáxias”. Mas, de acordo com as nossas teorias e modelos existentes, o sinal nem deveria existir, já que “não há rádio-galáxias o suficiente para justificar o sinal”.

Conforme detalhado pelo Jesus Diaz quando esta matéria saiu no início deste ano, a NASA disse que, para criar este sinal, “precisaríamos enlatar rádio-galáxias no universo como se fossem sardinhas. Não haveria nenhum espaço de sobra entre uma galáxia e a próxima”. Obviamente, este não é o caso.

A descoberta, apesar de impressionante, também tem o seu lado bastante negativo. Você se lembra de tudo aquilo bacana sobre o fluxo negro e a borda do universo que falamos antes? Bom, o BOOM complica os nossos esforços de detectá-lo com mais precisão.

Hubble espiona OVNI. Ou então: Sim, Este Realmente Era um OVNI Legítimo
Histórias como esta confirmam pra mim que precisamos manter o Hubble e programas semelhantes operando o máximo de tempo que seja humanamente possível.

No dia 21 de fevereiro de 2006 (o estudo só foi publicado recentemente), o venerável telescópio espacial espionou um OVNI em uma área de espaço onde não deveria haver absolutamente nada.

Mais estranho ainda é que o objeto desapareceu quase tão misteriosamente quanto apareceu, mais ou menos 100 dias após a observação inicial. Com o tempo ele ficou bastante brilhante, chegando à 21ª magnitude, depois foi desvanecendo igualmente rápido. Mais ou menos como uma explosão. Não se sabe muito mais sobre o fenômeno celeste e ele não tornou a aparecer desde 2006.

E a outra certeza? Bom, com certeza não era poeira, então lá se vão todas as suas piadinhas toscas.

A Grande Muralha Sloan: Não Existe Nada Maior

Até descobrirmos que troço gigante é este dando puxões na perna do universo, a estupidamente monstruosa Grande Muralha Sloan é a maior estrutura conhecida pelo homem.

É uma gigantesca muralha de galáxias, também conhecida como filamento galáctico, que mede 1,37 bilhões de anos-luz de uma extremidade à outra. O filamento foi descoberto apenas recentemente, no dia 20 de outubro de 2003, por J. Richard Gott III e Mario Jurić da Universidade Princeton. O seu imenso e inimaginável porte fica a igualmente inimagináveis 1 bilhão de anos-luz da Terra.

É meio difícil fazer você imaginar tamanha distância, então vamos reduzir a escala exponencialmente e comparar a Grande Muralha Sloan com algo que esperamos (dedos cruzados) ter mapeado em alguns milhares de anos: a Via Láctea.

A nossa galáxia na verdade é considerada como grandinha. Diversas estimativas dizem que ela tem aproximadamente 100 mil anos-luz de uma extremidade à outra e aproximadamente 1000 anos-luz só no seu núcleo (onde há um enorme buraco negro). Ou seja, 1,37 bilhões contra 100 mil. Eu diria que é como Davi e Golias, mas isto seria desgostosamente impreciso. Este Golias seria incapaz de sequer tomar conhecimento da nossa pequena existência insignificante. Nossa “grande” galáxia é mais como uma célula no corpo humano neste caso – diligentemente executando a sua tarefa mundana e insignificante enquanto o hospedeiro se move distraidamente pela eternidade.

Audaciosamente Indo Onde Nenhum Homem Jamais Esteve. Ou então: Meu Fechamento
Agora, assumidamente, estes fenômenos e objetos interestelares estão um tanto além tanto do nosso alcance quanto da nossa compreensão e eu duvido muitíssimo de que algum dia encontraremos qualquer um deles de primeira mão na nossa louca jornada para Fora Deste Rochedo logo mais. Mas você nunca ouvirá eu dizendo “nunca” quando falamos de viagem espacial, mesmo que você tenha acabado de fazê-lo. esta lista, se serve para alguma coisa, é um alerta para todos nós (ou nossos robôs) conforme viajamos pelo espaço profundo.

Cuida aí da sua reta no éter, pessoal, porque lá em cima tá um show de horrores.

 

Artigo Retirado do Blog Gizmodo Brasil

Richard Dawkins (Grandes Mentes)

segunda-feira, 11 de maio de 2009 às 19:04

Se há uma pessoa que mais tem defendido o ceticismo e o ateísmo entre os não conhecedores, esse é Richard Dawkins.

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Conhecido por ser um dos maiores biólogos da atualidade, Dawkins também tem livros e artigos em outros campos, como o ceticismo e a defesa do atéismo. Nasceu no Quênia, mas passou boa parte de sua vida na Inglaterra, país de origem de seus pais.
Hoje é professor na universidade de Oxford, e roda o mundo divulgando seus livros. Também produziu vários documentários, desde os anos 80.
Seu mais atual livro The God Delusion (Deus, Um Delírio) vendeu mais de 1,5 mi de cópias e foi traduzido para 31 idiomas.

Richard Dawkins é um ícone, por defender ciência, ateísmo, e ceticismo de forma apaixonada e motivadora. Por isso foi escolhido para o primeiro artigo da séries Grandes Mentes, aqui no blog.

Entrevista com Richard Dawkins, no programa de Bill Maher, na TV americana

Documentário da TV Inglesa, A raiz de todo mal, que inspiraria seu livro focado na religião

A Grande Questão, documentário apresentado por Dawkins e promovido pelo DiscoveryChannel

Documentário Inimigos da Razão, para a TV Inglesa

Documentário também para a TV Inglesa, sobre os 150Anos da morte de Charles Darwin (possui mais episódios no YouTube)


Para saber mais sobre Richard Dawkins visite:

Site Oficial

Fundação Richard Dawkins

Wikipedia (Inglês)

Wikipedia (Português)

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O porquê do meu ateísmo (Post Especial 1)

sexta-feira, 8 de maio de 2009 às 16:31

Muita gente me pergunta… “é verdade que você é ateu?”. E eu respondo… “Sim, e por um número de razões"”. Meu ateísmo foi algo gradual e natural, que aconteceu ao longo de vários anos. Não, eu não sou ateu desde criança. Mas, para mim, essa decisão foi simples de ser tomada, e, parece que sempre esteve pronta para acontecer.
Minha família é bem liberal, e hoje vejo que não fosse por isso, talvez não mudado de opinião tão cedo na minha vida. Fui criado como um cristão não praticante, nunca fiz catequese/crisma, e isso me incomodava.

Passei boa parte da minha infância em uma cidade pequena, onde boa parte dos meus colegas eram católicos. Todos frequentavam as aulas de catequese… e me perguntava porque eu não ia. Nunca tinha parado pra pensar sobre isso, e para mim, não era nada difícil. A resposta era simples. Minha mãe nunca foi uma católica fervorosa, então não fazia sentido me criar dessa maneira.
Ao longo da minha infância, não podia passar um dia sem rezar. Toda noite, deitava na cama, e a primeira coisa que eu fazia, era respirar fundo, rezar um “Santo Anjo”, uma “Ave Maria”, e um “Pai Nosso”. Depois… parava e pedia algo que eu queria que acontecesse e agradecia o meu dia. Todas minhas noites eram assim, e nas que não eram, pedia desculpas na noite seguinte por não ter rezado o suficiente.

Com o tempo isso perdeu a importância. Acho que foi natural. Talvez os monstros debaixo da cama não incomodassem mais no escuro, e eu não precisasse mais do “Santo” anjo da guarda. As rezas caíram gradualmente. Uma a uma. Até que um dia me dei conta que restava apenas um pai nosso por noite. Mas me sentia da mesma maneira. Nenhuma culpa, nenhum perdão. A partir daquele momento parecia ser sentido fazer cinco minutos de preces antes de dormir. Então comecei a pensar que deus me atenderia da mesma maneira, já que ele sabia o que pensava, logo, concordaria comigo.
Com uns doze anos descobri um outro “eu”. Comecei a ficar curioso sobre as coisas, como todo mundo fica. Ler cada vez mais sobre diversos assuntos. Desde história, até astronomia básica. Aí caiu a ficha. O mundo não era tão lindo como eu imaginava. Os livros de história não podiam ser mais cruéis. Os noticiários da noite pareciam mais reais. Comecei a descobrir todo uma história de guerras e injustiça, e comecei a me perguntar algumas coisas. Como o deus que desde a época das múltiplas rezas diárias podia ser tão injusto. Enquanto eu dormia em paz, o mundo caía a baixa, e outras pessoas, tão se não mais fiéis que eu morriam. Será que eu era mais importante que um mundo inteiro, ou era pura sorte?
Porque os papas mandavam exércitos para catequizar outros povos, e matar os infiéis. Porque os judeus e os muçulmanos guerreavam tanto? Qual a razão de múltiplos deuses, de múltiplos nomes e múltiplos povos?

Comecei a desconfiar de tudo. E aquele deus tão bom parecia ser tão injusto para mim. Aí esqueci o deus judaico-cristão. A partir daquele momento me tornara um Deísta (acreditava em algum ser superior, mas que não era nenhum das grandes religiões). Para mim, esse “Ser superior”, era apenas um, mas não o mesmo “revelado” para os escritores dos velhos manuscritos. Esse foi o começo de tudo.
A partir daí parte havia sido resolvida. Pronto, o deus que eu acreditava, não era nenhum das religiões que criavam guerra. Mas como explicar as injustiças, como explicar os avanços sobre as descobertas das ciências? Simples, deus (ou qualquer outro nome que ele tivesse, ou não) não tinha como corrigir ou intervir em questões humanas. Então para que ele nos criou em primeiro lugar, e porque toda a reza já que ela não tinha sentido algum?

Essas e mais uma séries de questões me levaram ao ateísmo¹ (descrença em deus (es), ou qualquer entidades sobrenaturais). Mas a maior delas ainda precisava ser respondida: “Como ser moral sem religião?”

Cheguei à conclusão que a “moralidade” que a religião propõem nada mais é do que falsa e/ou contraditória. Muito Contraditória. Não há como negar que certas partes das escrituras que dizem que se deve honrar pai e mãe, não se deve matar, que se deve respeitar os outros, que não devemos roubar etc..., está correta. Mas e o que falar das partes da bíblia em que se diz que se deve apedrejar e matar que crê em um deus diferente, ou do próprio deus que mata crianças inocentes? E disso está cheio na bíblia². Ou no alcorão.Ou em qualquer outra escritura religiosa. Por que? Para que as pessoas tenham medo, de não ir para o céu, de morrerem. Ou mesmo de serem castigadas aqui na Terra.

Não há sentido nisso. Somos morais não por causa de religião. Ou a única razão que não me faz sair e matar alguém é um medo de deus? Não, de maneira alguma. Não faço isso porque sei que é errado e não porque me foi dito, mas porque é errado matar outras pessoas. Não é certo maltratar outras pessoas. Somos morais por natureza. Os seres humanos são animais sociais. E por isso cuidam de seus filhos e parentes, ajudam outros que precisam, são bons com as outras pessoas. E não há necessidade de temer alguém, ou o inferno interno para aprender isso. Moralidade não vem de religião, nem de deus, vem de dentro de nós.

Depois de descobrir isso tudo, acreditar em um deus (nada superior) passou a ser desnecessário para mim. Eu descobri que era mais bondoso e moral que qualquer um deus das grandes religiões. E que é muito mais belo apreciar a vida sem ter medo, podendo ver as coisas como elas são sem viseiras que me impeçam. Aprender sobre astronomia, como o universo surgiu, como a vida evolui, sem ter medo de contrariar um livro de três mil anos. Poder ser feliz… e aproveitar a única vida que eu tenho de maneira plena e saudável, fazendo cada segundo valer a pena. Por isso eu sou ateu, espero ter respondido a pergunta.

Escrito por: jpmna

* O próximo post especial tratará sobre ceticismo, e nossas crenças cotidianas. Então não perca o blog de vista, e para atualizações, acesse e inscreva-se no nosso feed!

* As passagens do texto apresentam deus escrito com letra minúscula, pois a escrita com letra maiúscula é adota como convenção por cristãos para relacionar-se ao deus dessa determinada religião, Jeová/Jesus/Espírito Santo, de forma a dizer que só há um “deus”. Mas como cito deus com caráter mitológico, pode indicar qualquer entidade superior, desde Zeus até Alá (escritos com letras maiúsculas por serem nome próprio, assim como qualquer outro nome próprio na língua portuguesa).

¹ Para saber mais sobre ateísmo, agnosticismo, ceticismo ou qualquer outro assunto citado no blog, cheque a sessão links. >>>>

² Para saber mais sobre as atrocidades muitas vezes esquecidas da Bíblia, acesse a Bíblia do Cético.




O papel da ciência no século XXI

quinta-feira, 7 de maio de 2009 às 16:43

Não é de hoje que os avanços científicos sofrem preconceitos. Seja pelos bloqueios em pesquisas com células tronco, ou pelo medo de avanços como o LHC, a sociedade muitas vezes mostra-se delimitadora e cruel com a liberdade dos avanços das ciências. Mas isso é saudável? Será que tais atitudes são reflexo da recente desimportância que a Ciência sofre gradualmente?

Tentar bloquear ações de benefícios incalculáveis para a humanidade não é, nem nunca foi, algo saudável. Toda o racionalismo que nos torna humanos agora é infiltrado por pensamentos sem nenhuma base evidencial, ora por benefícios de grupos, ora por tentar contrariar movimentos que só trariam o bem para as nossas vidas.

Tomar uma opinião de visão religiosa/supersticiosa, é algo completamente admissível pela sociedade e aparado pela constituição. Agora, fazer com que crenças individuais invadam um círcuclo muito maior, causando perdas é negativo para todos nós, e errado. Não há nenhuma base evidencial que impeça a pesquisa em células tronco, por exemplo. O que há, é um medo supersticioso e irracional que acaba impedindo e tirando a oportunidade de uma vida melhor das mãos de milhares, senão milhões de pessoas.

Saber avaliar o que é melhor para todos, vai muito além de convicções individuais. É saber pensar que para cada decisão que nós tomamos há uma consequência muito maior, e que pode impedir a felicidade de muitas pessoas. Ou seja, impedir o avanço da humanidade como um todo, não é só burrice, é suicídio. E não um suicídio do tipo que nós vemos no jornal todo dia, mas um suícidio intelectual e um desperdício da nossa capacidade racional, aquela que nos diferencia de nossos parentes não tão distantes, os outros primatas.

Escrito por: jpmna




Pálido ponto azul

às 16:17

Quando pensei em criar o blog, queria postar um vídeo. Esse vídeo mostra como somos insignificantes frente o Universo, e o quanto isso é ao mesmo tempo impactante e maravilhoso. Uma homenagem a talvez uma das mentes mais brilhantes que já andaram na Terra, Carl Sagan. Vale a pena conferir.

 

Big Bang

às 13:49
Bem Vindos ao Blog.

O Brain's Equation é um novo blog, que surge com a tarefa de buscar o melhor conteúdo em diversas áreas. Seja discutindo sobre evolução, ou sobre tecnologia, esse blog busca criar bom conteúdo, com atualizações diárias e muito bom gosto.

Brain's Equation, o novo portal de ceticismo da blogosfera brasileira.


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